quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

São José



Esposo da Virgem Maria, modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família.

Seu nome, em hebraico, significa “Deus cumula de bens”.

No Evangelho de São Mateus vemos como foi dramático para esse grande homem de Deus acolher, misteriosa, dócil e obedientemente, a mais suprema das escolhas: ser pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, o Salvador do mundo.

"Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa" (Mt 1,24).

O Verbo Divino quis viver em família. Hoje, deparamos com o testemunho de José, “Deus cumula de bens”; mas, para que este bem maior penetrasse na sua vida e história, ele precisou renunciar a si mesmo e, na fé, obedecer a Deus acolhendo a Virgem Maria.


"Descendente de David, José é considerado um dos grandes elos existentes entre o Velho e o Novo Testamento. Entretanto, pouco se conhece sobre sua infância e juventude. Nos escritos sagrados, ele já aparece adulto, como um humilde carpinteiro de Nazaré, a quem a mão de Maria foi prometida em casamento.

Sabendo em sonhos que sua mulher teria o filho de Deus, aceitou seu destino sem reclamar. Sempre ao lado de Maria, arrumou a manjedoura que serviu de berço para Jesus. Conta-se que foi pai zeloso, deu um nome a Jesus e cuidou para que fosse bem criado. Depois que Jesus cresceu, pouca notícia se tem de José. Acredita-se que tenha morrido cerca de três anos antes de Jesus ser crucificado" (Chagas, Carolina - O Livro dos Santos).

"[...]Monica Buonfiglio, fez uma abrangente pesquisa em seu livro : Jesus-Palavras de Fogo, afirma que José era um "tekton", ou seja um carpinteiro altamente qualificado, equivalente a um arquiteto nos dias de hoje. Ele pode ter trabalhado nas grandes construções de sua época. ( e não um simples carpinteiro como é relatado).Era um profissional de prestígio, que ganhava bem, e era muito bem visto por todos. Em todas as pesquisas verifica-se que José foi de suma importância na vida de Jesus, participando ativamente de Sua educação e de Sua formação moral e intelectual na infância.

Por toda sua fé, dedicação, humildade e proteção, São José é o patriarca, o grande pai, o provedor.

É o amigo do povo, dos pobres, dos perseguidos e dos sofredores. São José, esposo de Maria e guardião da Sagrada Família, foi o último patriarca bíblico que recebeu o dom dos sonhos. Recebeu o título"homem justo", significando o procedimento equilibrado de um homem, responsável, discreto, cultivador e respeitador do direito das pessoas e de uma singular expressão de amor a DEUS: "o seu silêncio".

Nestes tempos em que vivemos, onde as famílias passam por tantos desafios, São José é uma força espiritual que podemos evocar constantemente. Por sua intercessão as famílias alcançam a bênção da prosperidade. Mestre de integridade, José soube ser um exemplo para todos os pais de família, demonstrou que era possível amar ardentemente, mas de um amor para com o núcleo familiar sem pretender nada para si: a alegria era a luz reflexa do perfume das virtudes.

Cada família deveria pegar como exemplo esta Santa Família daquela época. Quantos casais interpretam o próprio papel como o mais importante, desenvolvendo o amor egoístico para o próprio prazer; assim acusam o outro, enquanto não fazem nada para compreende-lo.

José é o patrono dos condenados à morte, porque presumindo-se que ele morreu antes da vida pública de Jesus, ele morreu com Jesus e Maria perto dele, da maneira como todos nós gostaríamos de partir desta terra.

São José é o santo que intercede por todas as graças que necessitamos, muitas vezes de maneira surpreendente e quase inacreditável.

José é também o patrono universal da Igreja, dos pais, dos carpinteiros, e da justiça social. É protetor da Igreja, das famílias, principalmente daquelas que lutam para imitar a Sagrada Família, de muitos Institutos e Congregações Religiosas que aspiram a perfeição cristã, é protetor das Vocações Sacerdotais, é também protetor dos operários e trabalhadores em geral, assim como é patrono dos moribundos, daqueles que estão com a viagem marcada para a eternidade.

Celebramos dois dias festivos para São josé: 19 de março para José o Marido de Maria e 1 de maio para José o Trabalhador.

Seguem abaixo resumo das informações colhidas de diversas fontes:

Nasceu em Belém de Judá (Lc 2,3-4), e presumivelmente deve ter permanecido lá até a idade adulta (12 anos pelos costumes judaicos).Seu pai chamava-se Jacó e mudou-se com a família para Nazaré da Galiléia, provavelmente para cultivar uma terra que comprou no Vale Esdrelon.
José, junto com o seu irmão mais velho chamado Cleófas, trabalhou na lavoura, ajudando o pai a produzir alimentos para o consumo próprio e comercialização. Todavia com o passar dos anos, revelou uma notável tendência para o trabalho com madeira, que o levou a deixar o cultivo do solo em segundo plano, e a se empenhar na profissão de carpinteiro.


Maria, entretanto, revelou-lhe que havia consagrado sua vida à Deus, através de um voto de castidade, o que o deixou frustado, entristecido. Maria, era linda e de marcante pesonalidade, inteligente. tinha uma forma de falar encantadora. Ele estava verdadeiramente apaixonado e num gesto de amor, pediu-a em casamento e em troca se propôs a fazer voto de castidade, para que pudesse passar a vida ao lado dela, consagrando amor ao Criador, pois sentia que não iria ser feliz ao lado de outra mulher. Para Maria foi a solução ideal, porque casando-se com José, poderiam cultivar juntos a castidade sem que ninguém viesse a desconfiar. Maria aceitou o convite de José e logo, começaram os preparativos para o Casamento conforme o costume judaico.

Certo dia,Maria descansava em seu quarto quando recebeu a visita de um Anjo do SENHOR (Gabriel), que sorrindo, anunciou-lhe que Ela era Alguém muito especial que tinha sido escolhida para ser a Mãe do Redentor, Aquele que viria salvar a humanidade de seus pecados e deixar meios para que as pessoas pudessem ter vida em plenitude, vivendo reconciliadas e em comunhão de amor com DEUS. O Anjo confidenciou-lhe também, que sua prima Isabel, apesar da idade avançada, estava grávida de seis meses, ela, que era considerada estéril. (Lc 1,26-38)


Conversando com José, seu noivo, e seus pais, contou-lhes a notícia sobre a prima, mas não lhes disse que tinha sido escolhida "MÃE DO SENHOR" . Deixou em segredo, pois sentia que a hora que Deus determinasse, ela diria a verdade. Depois do nascimento de João Batista, filho de Isabel, Maria regressou a Nazaré, naturalmente acompanhada de uma pessoa da família.


Sua gravidez já era notada. Quando ele soube que Maria estava grávida após estarem para se casar, ele soube que a criança não era dele mas desconhecia, até então, que ela estava carregando o Filho de Deus. Ele planejou separar-se de Maria de acordo com a lei, mas temeu pela segurança e o sofrimento dela e do bebê. Ele sabia que mulheres acusadas de adultério podriam ser apedrejadas até a morte, então ele decidiu deixá-la silenciosamente e não expor Maria a vergonha ou crueldade (Mateus 1,19-25).

Então o Anjo do SENHOR apareceu-lhe em sonho e lhe disse: "José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que Nela foi gerado vem do ESPÍRITO SANTO. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de JESUS, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados". (Mt 1,20-21)

José imediatamente e sem questionar preocupar-se com fofocas, tomou-a como esposa.

A Celebração das Bodas seguiu o rito judaico e logo a felicidade tomou conta do coração dos esposos. Passaram a viver numa pequena casa em Nazaré. Mas por pouco tempo, porque foi decretado um decreto romano, mandando que fosse realizado um recenseamento, e todos os povos subjugados pelo poder de Roma, deviam obedecer. Como Nazaré era um lugarejo pequeno que nem constava dos mapas romanos, recebeu a notícia com atraso, ou seja, no último mês de recenseamento. Cada cidadão era obrigado a se apresentar na junta militar estabelecida em sua cidade natal. São José tendo nascido em Belém, para não faltar com sua responsabilidade e cumprir com o dever cívico, atendendo a ordem emanada do poder romano, para lá viajou em companhia de Santa Maria, sua esposa, que já estava no último mês de gravidez. (Lc 2,1-5)

Em face do Recenseamento, Belém estava com grande movimentação de pessoas e por essa razão, São José e Santa Maria não encontraram nas casas dos parentes e amigos um local onde pudessem abrigar-se, e foram para uma gruta, que as vezes era utilizada como estrebaria. Neste período de tempo em permaneceram nesta gruta, completaram-se os dias da gestação e nasceu JESUS, NOSSO SENHOR e Redentor de toda humanidade. (Lc 2,6-7)

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós". (Jo 1,l4)

Naquela região, alguns pastores que vigiavam o rebanho receberam a visita de um Anjo que lhes anunciou: "Não tenhais medo! Eis que eu vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o CRISTO SENHOR, na cidade de Davi. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura. E de repente, juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste a louvar a DEUS, dizendo: Glória a DEUS nas alturas, e paz na terra aos homens que ELE ama"! (Lc 2,10-15)

Os pastores ficaram admirados com o que viam e se apressaram à chegar a Gruta em Belém. Encontraram Santa Maria, São José, e o MENINO-DEUS numa manjedoura. Vendo-os, contaram-lhes tudo o que o Anjo havia anunciado.

Santa Maria ouvia e conservava todos aqueles acontecimentos no coração, e no seu silêncio, meditava, e procurava entender tudo que diziam sobre JESUS.

Ela e São José tinham acabado de viver uma experiência verdadeiramente sobrenatural com o nascimento de seu Filho. Para Santa Maria, aquelas palavras anunciadas pelo Arcanjo Gabriel expressando todo o Amor de DEUS por Ela, concretizavam-se naquela linda criança que feliz sorria deitada numa manjedoura.


Conta-se que José, falava pouco,era calmo e retraído, dedicado essencialmente ao trabalho e às orações na sinagoga, fazendo do trabalho o seu próprio lazer. É provável, que tivesse a idade de 26 anos, quando apaixonou-se por Maria de Nazaré, que diariamente atravessava a rua com um cântaro de barro em direção a uma fonte que ficava na praça central, para apanhar água. Sempre aproximava-se dela para falar algumas palavras, até que começou a frequentar a casa de Joaquim e Ana, pais de Maria, a fim de ficar mais perto dela, até que num dos dias declarou-lhe seu amor.Terminado o recenseamento, mudaram-se da Gruta onde estavam e passaram a viver numa pequena casa em Belém.JESUS já estava com quase dois anos de idade, quando recebeu a visita dos Três Reis Magos, que vieram do Oriente para adorar o MENINO-DEUS. Belchior, Gaspar e Baltazar depois de ajoelharem diante DELE, ofertaram-LHE ouro, incenso e mirra. (Mt 2,11)

Herodes Magno, rei da Judéia, sabendo da visita dos Magos, com receio de perder o seu trono para o "Rei dos Judeus", projetou em sua mente doentia eliminar JESUS. Todavia, como não sabia onde ELE estava, ordenou a matança de todas as crianças de Belém com menos de dois anos de idade.
Quando o anjo reapareceu para dizer-lhe que sua família estava em perigo, ele imediatamente deixou tudo o que possuía, todos os seus parentes e amigos, e escapou para um país estranho, desconhecido, com sua jovem esposa e o bebê.


Como era noite, e sem tempo para preparar a viagem, é provável que saíram a pé pela estrada que conduz a Hebron. Em Hebron devem ter chegado ao amanhecer e sem demora, agilizaram os preparativos para uma rápida viagem. Com o ouro presenteado pelos Magos, devem ter adquirido dois camelos dromedários (que são os mais ágeis e velozes) e comprado provisões, abastecendo-se do necessário, para empreenderem a fuga.

Provavelmente, devem ter seguido uma rota passando pelo Vale Wâdi-el-Halil, objetivando chegar em Bersabéia, distante 45,5 quilômetros, porque ali já estavam fora dos limites territoriais de Herodes. A seguir, com mais tranqüilidade seguiram com a viagem para o Egito, atravessando quase 400 quilômetros de deserto. Presume-se que a Sagrada Família depois de cruzar a divisa entre os dois países, Israel e Egito, estabeleceram-se em Hasana, ao lado do Lago Timsah, onde hoje passa o Canal de Suez.

Lá permaneceram cerca de 4 meses, quando São José novamente foi avisado em sonho por um Anjo do SENHOR, que Herodes tinha morrido. Mas como em seu lugar, no Governo da Judéia, ficou o filho Arqueláu, mau e perverso como o pai, José que planejara regressar à Belém, decidiu levar sua esposa e JESUS para a casa que possuíam em Nazaré da Galiléia. (Mt 2,19-23)


Em Nazaré puderam viver unidos com tranqüilidade, construindo uma admirável família, exemplo para toda humanidade, pela consciência e responsabilidade paternal, pela harmonia que os envolvia, mesmo na simplicidade de suas funções e dos afazeres diários, revelando sobretudo que o amor sincero e honesto estava colocado num plano de real destaque, e era tão grande, que administrava fraternalmente e de maneira primorosa os sentimentos mais profundos, dos membros da Sagrada Família.

José, deitado nos braços de JESUS e de Maria, os grandes amores de sua vida, recebendo o conforto e a ternura na sua "hora derradeira", quando finalmente concluída a sua missão existencial partiu para a eternidade, para os braços afetuosos do ETERNO PAI. Ele provavelmente faleceu quando JESUS tinha 30 anos de idade, isto porque, a partir desta época o Novo Testamento não faz mais nenhuma referência a José.

Outra versão da vida de São José é relatada nos "Atos de São José" que é tido por muitos como sendo apócrifa, mas estudiosos como Origens, Euzébio e São Cipriano fazem referência em suas obras. Nesses "Atos" José teria se casado jovem e só foi prometido a Maria quando já era viúvo. José teria tido, no primeiro casamento, duas filhas e quatro filhos sendo o caçula chamado Tiago, que Jesus considerava como irmão e com ele teria passado sua infância e parte de sua adolescência. E Maria achou o menor Tiago na casa de seu pai e este estava triste pela perda de sua mãe e Maria o consolou e o criou. Assim Maria é as vezes chamada de mãe de Tiago. 

Com o passar dos anos o velho José tinha uma idade bem avançada, mas nunca deixou de trabalhar, nunca sua vista falhou e nunca ficava sem rumo, tonto, e como um rapaz ele tinha vigor e suas pernas e braços permaneceram fortes e livres de nenhuma dor. 

Quando aproximou-se a sua hora um anjo do Senhor veio até ele e disse a ele que estava para morrer e ele levantou-se e foi para Jerusalém orar no santuário e disse: "O Deus autor da consolação, O Senhor da compaixão, ó Senhor de toda a raça humana, Deus de meu corpo e espirito, com súplica eu Vos reverencio e Ó Senhor e meu Deus, se agora meus dias terminam e eu preciso deixar este mundo, peço a Vós que envie o arcanjo Miguel, o príncipe dos Vosso anjos, e deixe ele ficar comigo e leve minha alma deste aflito corpo sem problemas e sem terror. E José foi enterrado pelos seus amigos e parentes sem o odor dos mortos.

Imã

Perto, muito perto de ti, estão todos aqueles que já te precederam na viagem da morte.

Aqueles que subiram para o alto dos montes se referem à luz; no entanto, os que desceram para as furnas do vale agitam-se na sombra.

Quantos se sublimaram, no suor do serviço, mostram que vale a pena lutar e padecer, para que o bem se faça, e apelam para o bem, porque Deus é amor.

Contudo, os que se agarram às paixões inferiores mergulham-se nas trevas, como seres do lodo e, em largo desespero, convidam para o mal, a que se prendem, fracos, em tremenda ilusão.

Todos os que marcham no extremo auxílio aos outros ensinam-te, pacientes, a converter espinhos em roseirais eternos, mas quantos desprezaram as criaturas irmãs, no apego desvairado à posse de si mesmos, induzem-te a fazer de rosas passageiras duros espinheirais.

Não afirmes:"Sou pedra".

Nem digas: "Não percebo".

No lar do pensamento, estamos todos juntos.

Cada Espírito escolhe a força em que se inspira.

O raciocínio manda.

O sentimento guia.

Trazes, assim, contigo, o leme do destino escondido na mente, ocultando no peito o impulso que o dirige, porque tudo prospera aos golpes do desejo, e o imã do desejo chama-se coração.

(Emmanuel / Chico Xavier - Seara dos Médiuns)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Aura ou Ovo Áurico

(Extraído da obra Umbanda de Pretos-Velhos, autor Antonio Alves Teixeira Neto)

"OVO ÁURICO" OU AMBIENTE PESSOAL DAS CRIATURAS

Das múltiplas funções do nosso organismo, resultam importantes emanações de fluidos que, fazendo parte do conjunto, formam 7 (sete) invólucros (camadas fluídicas).

Obedecem estes invólucros ao comando mental e se encontram em íntima ligação com a região do nosso organismo físico chamado plexo solar.

Plexo solar é um conjunto de gânglios nervosos sobre [a região aproximada] da vulgarmente conhecida "boca do estômago". É, ao que se pode dizer, um segundo cérebro [em termos de produção de energias].

Esses invólucros constituem o ambiente pessoal da criatura, também chamado de Aura ou Ovo Áurico.

Um Ovo Áurico bem formado, isto é, resultante das emanações de bons fluidos (fluidos esses consequentes das boas irradiações do nosso sistema de nervoso) caracteriza-se por uma irradiação brilhante e de rara beleza e, desta forma, oferece certas e importantes resistências aos Retornos [choques energéticos que sofremos diariamente].

Apresenta-se, por outro lado, como que uma força atrativa que nos chama para perto das pessoas que, assim, o possuem.

Um Ovo Áurico mal formado, isto é, resultante da emanação de maus fluidos (fluidos esses consequentes das más irradiações - ódio, inveja, ciúme, despeito, etc - do nosso sistema nervoso) caracteriza-se, ao contrário, por uma irradiação escura e sem beleza e, desta forma, não oferece resistência aos Retornos.

Nestas condições, apresenta-se como que uma força que nos causa repulsa ao nos aproximarmos das pessoas que, assim, o possuem.

De Robertis - grande cientista que o foi - dizia que: "de indivíduo para indivíduo, há a emancipação de um fluido magnético (apatia) que se transforma em simpatia (quando atrai os que o cercam) ou em antipatia (quando causa repulsa aos que dele se aproximam)".

Embora em número de 7 (sete) - número esse exigido se, em verdade, quiséssemos fazer um estudo profundo sobre o assunto - vamos aqui admitir apenas 3 desses invólucros:

a) Fluidina;
b) Hetero-Fluidina;
c) Fluidina-Cromática.

Esses invólucros, como os demais, diferenciam-se pela sua coloração e pela atuação que têm com relação a criatura a que pertencem.

Encontram-se eles - na ordem que os indicamos - de dentro para fora (do centro para a periferia do desenho - e atuam da seguinte forma: 

a) Fluidina - interpenetra o nosso organismo físico e corresponde à parte sólida do corpo, isto é, o tecido ósseo;

b) Hetero-Fluidina - é mais tênue que a anterior; atua sobre o "tecido" sanguineo, isto é, o sangue (todo o nosso corpo é revestido de uma rede vastíssima de vasos [veias e artérias] onde circula o líquido da vida - o sangue);

c) Fluidina-Cromática - provém do próprio Espírito e, por isso mesmo caracteriza suas vibrações.

O "tecido sanguineo", isto é, o sangue é que fornece maior atração aos elementos em formação no astral e, nele, depois que o atinge, atua a Magia nos seus trabalhos.

Para que nosso organismo (nosso corpo material) possa gozar de boa saúde, tranquilidade e bem-estar, é necessária a boa formação de nosso Ovo Áurico, por isso que, do estado deste, dependerá o estado do corpo e, das condições do nosso corpo material (organismo físico) dependerá o nosso ambiente pessoal ou, em outras palavras, a nossa própria saúde, física e mental. 

"Tudo depende da moral e dos bons princípios. Devem ter estes por base a elevação do Espírito e, consequentemente, são também básicos da aproximação com os Planos Superiores; tudo é produto  
da extensão e sabedoria do Criador; faz parte mesmo da criação da natureza" (do livro "Primeiras Revelações de Umbanda" - Ordem dos Cavaleiros da Grã-Cruz).





Mediunidade e Vida

“Diante da mediunidade que te desvela o mundo espiritual e te fala de responsabilidades graves, penetra a mente no seu estudo e absorve as instruções necessárias ao trânsito feliz, na execução do programa a que te vinculas.

Elegeste o compromisso que te exorna a vida antes da reencarnação.

Rogaste a oportunidade do serviço mediúnico, na condição de terapia abençoada para a própria existência.

Empenhastes os teus valores e esforços a fim de que os recursos mediúnicos te descerrassem as portas da imortalidade, e pudesse adentrar pela Erraticidade* [*condição do espírito desencarnado, entre uma encarnação e outra*] tomando consciência da necessidade de brindá-la aos que estão anestesiados no corpo.

Recebestes a concessão como forma de libertação de complexos atavismos que te julgulavam a reminiscências dolorosas, responsáveis por sofrimentos atuais que te remanesciam, como recurso depurativo.

Agora que sentes a presença dos Espíritos cooperando contigo ou gerando alguma aflição, aprimora-te para servir-lhes de ponte no intercâmbio iluminativo, que a ti e a eles beneficiará.

Não relutes ante o serviço atraente, nem te consideres privilegiado, em caráter de exceção.

Mediunidade é porta de serviço que se abre, abençoada, em favor das criaturas de ambos os planos da vida.

Não é responsável, a mediunidade, pelos fenômenos psicopatológicos que aturdem as criaturas humanas.

O Espírito é herdeiro de seus próprios atos.

A mediunidade, nos servidores negligentes e endividados, somente faculta que a sintonia com os desencarnados em débitos favoreça-os na execução dos programas de compromissos que ficaram interrompidos...

Obsessão, histeria, alucinação, epilepsia e outros distúrbios emocionais e mentais encontram-se ínsitos no ser endividado, que a terapia competente, na área médica como na mediúnica, soluciona, graças, sobretudo, à transformação moral do paciente para melhor.

Todo distúrbio tem suas raízes no ontem de quem o sofre.

A mediunidade é dádiva da vida para a existência humana, em forma de construção do bem permanente.

Vive-a em todos os instantes da tua existência, e experimentarás a ventura de servir e te iluminares.

Paulto de Tarso (apóstolo Paulo) tanto se empenhou na vivência do ministério, que, médium de Jesus, incorporou-O ao seu cotidiano.

Teresa de Àvila, igualmente, absorveu o conteúdo dos contatos com o Senhor de tal forma que Lhe ofereceu a vida.

E Allan Kardec, tomando Jesus como modelo e guia para todos os seres, conclama-os à vivência dos deveres, estabelecendo a necessidade de serviço no bem, que transforma o exercício mediúnico em mediunato [quando o exercício da mediunidade se torna uma missão], vivendo a experiência transcendente que se lhe incorporará à vida.

Mediunidade com Jesus e Vida são termos da equação existencial para lograr-se a plenitude.

(Espírito Joanna De Ângelis, médium: Divaldo P. Franco – em, Momentos Enriquecedores)

Equipe Mediúnica

No conjunto orquestral, cada instrumento deve ajustar-se à melodia, não obstante a maneira particularista com que se externe.

Também na equipe de serviço espiritual, cada mente precisa afinar-se com a tarefa, embora vibre em diversa expressão.

Não podes pensar com a cabeça dos outros; todavia, no circulo medianímico, qual acontece em qualquer obra de grupo, é indispensável te harmonizes com as ações a fazer.

Observa, assim, a onda em que te situas.

Se dizes de ti para contigo: “confio no médium”, robusteces o contingente de forças para a realização do melhor; contudo, se adicionas: “mas duvido da sinceridade da assistência que o cerca”, fazes Imediatamente o contrário.

Se refletes: “quero ouvir o companheiro que ensina”, estendes auxílio valioso ao amigo que se utiliza da palavra na pregação; entretanto, se acrescentas: “mas o orador fala em excesso”, entras logo a enfraquecê-lo.

Se afirmas intimamente: “a reunião é para mim um grande conforto”, crias seguro apoio à produção de valores edificantes; no entanto, se aditas: “mas o trabalho é demorado e enfadonho”, passas, de repente, a suprimir-lhe os efeitos benéficos.

Quem aprova e critica, ajuda e desajuda.

Nenhuma construção, porém, se levanta a golpes de marchas e contramarchas. Ao revés disso, reclama determinação e disciplina, perseverança e objetivo.

A reunião mediúnica é também assim.

Se queres cooperar, dentro dela, a fim de que produza frutos de ordem e elevação, consolo e ensinamento, repara, acima de tudo, a onda em que te colocas.

(Espírito Emmanuel, médium Chico Xavier – em, Seara dos Médiuns)

Afinidade

O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.

Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.

Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.

O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.

Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes,em todas as direções.

A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.

Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.

De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.

Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.

Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que cercam.

Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.

Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.

Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.

Conversações alimentam conversações.

Pensamentos ampliam pensamentos.

Demoramo-nos com que se afina conosco.

Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.

Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.

Somos obsidiados por amigos desencarnados, ou não, e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.

Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.

Trabalhar incessantemente é dever.

Servir é elevar-se.

Aprender é conquistar novos horizontes.

Amar é engrandecer-se.

Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contacto com os grandes gênios da imortalidade
gloriosa.

(Espírito Emmanuel, médium Francisco C. Xavier, em Roteiro)

Pedidos

Não peças aos amigos espirituais para que te rasguem um veio de ouro. 

A fortuna imerecida pode sepultar-te o coração na cova da preguiça. 

Não peças aos benfeitores da Vida Maior para que sejas conduzido ao leme do poder. 

A autoridade inoportuna pode encurralar-te no fogo da violência. 

Não peças aos instrutores de outras esferas que te ofertem segredos da perfeição corpórea. 

A beleza efêmera pode situar-te no vicio. 

Não peças aos mensageiros divinos o privilégio da posse. 

A posse mal conduzida atrai os milhafres da usura. 

Não peças aos companheiros desencarnados os enfeites da fama. 

A fama, sem alicerces respeitáveis, atrai as víboras da calúnia. 

Não peças aos emissários do Senhor os regalos do conforto excessivo. 

A escravidão do conforto excessivo atrai os gafanhotos da inveja. 

Pede a todos eles para que te amparem o próprio aperfeiçoamento, porque, aprimorando a ti mesmo, perceberás que a existência na Terra é estágio na escola da evolução, em que o trabalho constante nos ensina a servir para merecer e a raciocinar para discernir.

(Emmanuel / Chico Xavier – Seara dos Médiuns)